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Faculdades de medicina têm até sexta-feira para aderir ao Bolsa Permanência do Mais Médicos

11 fev 2026 - 07h00 Joice Gomes
Faculdades de medicina têm até sexta-feira para aderir ao Bolsa Permanência do Mais Médicos Faculdades de medicina vinculadas ao Mais Médicos podem aderir ao Bolsa Permanência até 13 de fevereiro. (Imagem: Fernando Frazão/Agência Brasil)

As instituições de ensino superior que oferecem cursos de graduação em medicina pelo Programa Mais Médicos têm até esta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, para aderir ao Programa Bolsa Permanência (PBP-PMM), do Ministério da Educação (MEC).

A adesão deve ser feita pelo representante legal da instituição, como o reitor ou mantenedor, diretamente no Sistema de Gestão da Bolsa Permanência (SISBP), com conta ativa na plataforma Gov.br. O prazo termina às 23h59 de Brasília.

O Bolsa Permanência visa reduzir desigualdades sociais e etnico-raciais, ajudando na permanência e diplomação de estudantes em vulnerabilidade socioeconômica matriculados em cursos presenciais do Mais Médicos. Cada bolsa mensal de R$ 700 cobre despesas materiais essenciais, combatendo a evasão escolar em um curso longo e custoso como medicina.

Oferta e distribuição das bolsas

Para 2026, o MEC disponibiliza 1,5 mil novas bolsas do Bolsa Permanência, com investimento anual de R$ 12,6 milhões. Dessas, 25% vão para universidades federais (375 vagas em 37 campi de 32 instituições) e 75% para bolsistas integrais de 59 instituições privadas (1.125 vagas).

Cada faculdade participante recebe no mínimo três bolsas. A distribuição prioriza municípios com altos índices de vulnerabilidade, com critérios extras para instituições na Amazônia Legal e em faixas de fronteira, alinhando-se às metas do SUS para formação de médicos em áreas carentes.

  • 1,5 mil bolsas totais, valoradas em R$ 700 mensais cada.
  • Investimento anual do MEC: R$ 12,6 milhões.
  • Mínimo de três bolsas por instituição participante.
  • Prioridade para regiões vulneráveis e fronteiriças.

Requisitos para estudantes concorrerem

Os alunos já podem se cadastrar no SISBP para o processo seletivo, com prazo até 20 de fevereiro de 2026. A seleção ocorre entre 6 e 13 de março pelas próprias instituições, que definem editais próprios com base nos critérios do MEC.

Para participar, o estudante precisa estar inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) com dados atualizados, ter renda familiar bruta per capita de até um salário mínimo e meio, matrícula ativa em curso de medicina do Mais Médicos, não ter concluído outro superior e não receber outra modalidade de Bolsa Permanência. É obrigatório assinar o termo de compromisso do Edital nº 8/2026.

  • Inscrição ativa no CadÚnico.
  • Renda per capita até 1,5 salário mínimo.
  • Matrícula em curso de medicina do Mais Médicos.
  • Sem curso superior concluído anteriormente.
  • Assinatura do termo de compromisso.

Cronograma completo do programa

O calendário garante agilidade na implementação. Após a adesão das faculdades, segue a validação de cadastros pelas IES de 9 a 27 de fevereiro. A homologação ocorre em março, com pagamentos previstos a partir de abril, referentes a março.

Essa estrutura permite que os beneficiários recebam o auxílio rapidamente, minimizando interrupções nos estudos. Dúvidas podem ser esclarecidas pela Central de Atendimento do MEC (0800 616161) ou pelo e-mail cgred@mec.gov.br.

  • 2 a 13/02: Adesão das instituições.
  • 4 a 20/02: Inscrições dos alunos.
  • 6 a 13/03: Seleção pelas IES.
  • Abril/2026: Primeiros pagamentos.

Contexto e importância para o Mais Médicos

O Programa Mais Médicos, criado em 2013 pela Lei nº 12.871/2013, reordena a oferta de cursos de medicina, priorizando regiões com baixa densidade de médicos e boa infraestrutura para prática. A expansão de vagas está condicionada a esses critérios, integrando ensino e serviço no SUS.

O Bolsa Permanência complementa essa iniciativa ao enfrentar a evasão, comum em medicina devido a custos altos e duração de seis anos. Instituído pela Portaria nº 655/2025 e Edital nº 8/2026, fortalece a formação em áreas prioritárias, como atenção básica, contribuindo para mais profissionais no interior e fronteiras.

Os impactos práticos incluem maior retenção de talentos de baixa renda, redução de desigualdades no acesso à profissão e reforço ao SUS. Com o pagamento iniciando em abril, centenas de estudantes ganharão suporte imediato para focar nos estudos.

No futuro, o programa pode expandir se demonstrar eficácia na diplomação, influenciando políticas de permanência em outros cursos da saúde. Faculdades que aderirem até sexta posicionam-se como parceiras na equidade educacional, beneficiando alunos e comunidades atendidas pelo Mais Médicos.

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