Consumidor deve verificar espécie e qualidade do sal na hora de comprar o bacalhau para a Páscoa.
(Imagem: gerado por IA)
Com a chegada da Semana Santa, o bacalhau torna-se o protagonista absoluto das mesas brasileiras. No entanto, o que deveria ser um momento de celebração pode se transformar em frustração e riscos à saúde se o consumidor não souber distinguir o produto de qualidade de opções deterioradas ou enganosas.
A Vigilância Sanitária reforça que a atenção deve começar na análise visual do peixe seco. Manchas avermelhadas ou pequenos pontos pretos não são apenas detalhes estéticos; eles são sinais de alerta para a presença de bactérias e fungos que podem comprometer seriamente a segurança alimentar da sua família.
Outro ponto fundamental é o método de conservação. O bacalhau legítimo deve ser preservado exclusivamente com sal grosso. O uso de sal fino é proibido para este fim, pois não garante a desidratação correta nem a durabilidade necessária para o consumo seguro.
Nem tudo o que parece bacalhau realmente é
Você sabia que apenas duas espécies podem ser legalmente comercializadas com o nome de bacalhau no Brasil? O tradicional Porto (Gadus morhua) e o conhecido Portinho ou Codinho (Gadus macrocephalus) são os únicos que detêm essa classificação oficial.
Variedades como Saithe, Ling e Zarbo, embora muito consumidas no país, devem ser vendidas obrigatoriamente como "pescado salgado" ou "salgado seco". Fique atento ao rótulo e ao preço: essas espécies costumam ser mais baratas e, por mais que sejam saborosas, não possuem a mesma textura e nobreza do bacalhau legítimo.
Como avaliar a qualidade do peixe fresco
Para aqueles que preferem abrir mão do salgado e optar pelo peixe fresco para o feriado, os critérios de escolha são diferentes. O segredo está na observação dos olhos e das guelras: o produto ideal deve apresentar olhos brilhantes e salientes, além de guelras bem avermelhadas.
As escamas precisam estar firmes e resistentes ao toque, e o ventre deve estar totalmente íntegro. Um abdômen rompido é um indicativo claro de que o peixe já iniciou um processo de decomposição, tornando a compra desaconselhável.
Dica de especialista: Para aumentar a vida útil do peixe fresco em casa, a orientação é retirar as vísceras o quanto antes, mesmo antes do armazenamento na geladeira, evitando assim a proliferação acelerada de micro-organismos que alteram o sabor e a segurança do alimento.