Fissuras, tremores e mudanças na paisagem indicam a ruptura.
(Imagem: de wirestock no Freepik)
O Sistema de Rift da África Oriental está separando o continente em duas placas tectônicas principais: a Núbia a oeste e a Somali a leste. Na prática, isso gera rachaduras profundas no solo, terremotos leves frequentes e vulcões ativos em nações como Etiópia, Quênia, Tanzânia e Uganda. O impacto é direto para mais de 100 milhões de pessoas na região, com fendas que crescem até 2,5 centímetros por ano, alterando paisagens e rotas diárias.
Fenda gigante de 60 km abriu em apenas minutos
Em 2005, uma fenda de 60 km surgiu no deserto de Afar, no oeste da Etiópia, em questão de dias, espantando geólogos do mundo todo. Estudos de 2025, liderados por universidades europeias e americanas, revelam pulsos rítmicos de rocha derretida vindos do manto terrestre, empurrando as placas a uma velocidade inédita. Isso significa que o norte do rift avança mais rápido que o sul, podendo conectar com o Mar Vermelho em 10 milhões de anos e inundar vales inteiros.
De Afar à Tanzânia: o caminho completo da ruptura
A fratura iniciou há 30 milhões de anos na região de Afar, Etiópia, e agora se estende por 3.500 km até o sul de Moçambique, cruzando 13 países africanos. O calor intenso do manto enfraquece a crosta continental, formando depressões como o Lago Tanganyika e o Vale do Rift. Para o planeta, isso redesenha mapas globais, cria novas rotas comerciais para países sem litoral como Uganda e Ruanda, e pode gerar um novo continente insular no leste africano.
Riscos atuais: terremotos e vulcões que ninguém ignora
Notícias quentes de dezembro 2025, da National Geographic, mostram sismos diários e erupções vulcânicas acelerando o processo. Na Etiópia, abalos atingem 12-15 km de profundidade, forçando realocações de vilas inteiras. Cientistas monitoram com satélites que o rift se alarga 6 mm anualmente no Quênia, alertando para inundações futuras quando o oceano invadir.
Por que isso importa?
Enquanto o novo oceano leva milhões de anos, os efeitos são reais hoje: instabilidade sísmica afeta economias locais, turismo no Serengeti e segurança alimentar. Populações sentem o chão tremer, governos investem bilhões em monitoramento, e o mundo assiste ao nascimento de um oceano que mudará livros didáticos para sempre. Fique de olho: o planeta está vivo e se transformando bem debaixo dos nossos pés.