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Incêndio

Incêndio de grandes proporções consome fábrica de mesas de sinuca no Brás, em São Paulo

29 mar 2026 - 09h11 Joice Gomes   atualizado em 30/03/2026 às 08h13
Incêndio de grandes proporções consome fábrica de mesas de sinuca no Brás, em São Paulo Grande incêndio atinge fábrica de mesas de sinuca no Brás, em São Paulo, mobilizando bombeiros, Defesa Civil, Enel e Sabesp desde a noite de 28 de março. (Imagem: Defesa Civil)

Um incêndio de grandes proporções consumiu uma fábrica de mesas de sinuca no Brás, região central de São Paulo, a partir da noite de sábado, 28 de março de 2026. O fogo atingiu o imóvel localizado na Rua Sampaio Moreira, 162, e se espalhou para outros galpões vizinhos, gerando densa fumaça que tomou o centro da capital paulista.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o combate às chamas começou por volta das 22h20 de sábado e se estendeu por mais de 24 horas, com o trabalho entrando em fase de rescaldo na manhã de domingo, 29. As equipes contaram com cerca de 30 viaturas e mais de 60 bombeiros mobilizados ao longo da operação, com parte das viaturas permanecendo no local durante a madrugada para evitar reacendimento.

Alcance do incêndio e alocação de recursos

O incêndio começou em um imóvel que funciona como fábrica de mesas de sinuca, mas se propagou rapidamente para um ou mais galpões adjacentes, usados como armazenamento de mercadorias e veículos. Imagens de moradores e veículos de imprensa mostram estruturas quase totalmente destruídas, com telhados desabados e paredes parcialmente colapsadas.

Além do Corpo de Bombeiros, foram acionados Defesa Civil estadual e municipal, Enel e Sabesp, além da Guarda Municipal. A Enel informou que equipes trabalharam em conjunto com os bombeiros para isolar redes elétricas e evitar riscos adicionais, enquanto a Sabesp acompanhou a demanda de água para suporte ao combate às chamas.

Sem vítimas, mas com feridos leves

Até o momento, não há registro de mortes no incêndio do Brás. O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil estadual reforçam que as equipes priorizaram a ventilação e a retirada de pessoas de edifícios vizinhos, especialmente em função da fumaça densa que cobriu a região.

Alguns relatos preliminares de veículos de imprensa apontam que três pedestres apresentaram sintomas leves, possivelmente ligados à inalação de fumaça, e foram socorridos e encaminhados para avaliação médica. Não há, porém, confirmação de internações prolongadas ou de feridos graves em plantões oficiais consultados.

Impacto na região e economia local

O Brás, polo tradicional de comércio atacadista e de pequenas indústrias, sofreu forte impacto com a interdição parcial da Rua Sampaio Moreira e de vias próximas para permitir o trabalho das equipes de emergência. Comerciantes da região relatam que o cenário de fumaça pesada e o fechamento de ruas dificultaram o fluxo de mercadorias e de clientes, especialmente em um fim de semana de forte movimento.

A fábrica de mesas de sinuca atingida empregava mão de obra local e vendia produtos para bares, clubes e revendedores de todo o país, o que pode gerar prejuízos diretos para fornecimento e contratos. Ainda não há estimativa oficial de danos, mas a estrutura dos galpões indica perda significativa de máquinas, estoques e equipamentos.

Apuração das causas e sequência de atendimento

As causas do incêndio ainda são investigadas por peritos do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil. O foco inicial da apuração inclui a análise de instalações elétricas, sistemas de armazenamento de materiais combustíveis e possíveis falhas em equipamentos de prevenção contra incêndio.

O atendimento seguiu um padrão de incidente de grande porte: chegada rápida de viaturas de combate, montagem de frentes de ataque com uso de mangueiras de grande vazão, resfriamento de estruturas adjacentes e, ao longo da madrugada, a passagem para o rescaldo. Às 13h50 de domingo, o Corpo de Bombeiros informou que o incêndio havia sido controlado e que o foco passou a ser o rescaldo contínuo, com cerca de nove viaturas fixadas no local por mais de 24 horas.

Prevenção e riscos em áreas industriais do centro

O novo incêndio no Brás reacende o debate sobre a prevenção de riscos em áreas industriais e de armazenamento localizadas no centro de São Paulo, onde edifícios antigos, muitas vezes sem reforma estrutural recente, convivem com alta concentração de materiais combustíveis. Especialistas em segurança contra incêndio destacam que a manutenção de sistema de hidrantes, detecção de fumaça e sinalização de emergência é essencial, mas ainda há lacunas em parte das empresas.

  • Monitoramento mais rígido de condições elétricas e de armazenamento em galpões.
  • Revisão de exigências de acessibilidade para viaturas e de rotas de evacuação em áreas densas.
  • Reforço em campanhas de orientação a pequenas e médias indústrias sobre protocolos de emergência.

As autoridades municipais e estaduais já indicam que poderão ser tomadas medidas de fiscalização adicional em estabelecimentos do centro expostos a riscos semelhantes, diante do elevado potencial de incêndio em áreas de alta concentração de negócios.

Impacto na rotina e mobilidade urbana

Além da segurança e da economia, o incêndio afetou diretamente a rotina de moradores e trabalhadores da região. Parte dos imóveis da Rua Sampaio Moreira e de ruas próximas ficou sem energia elétrica por horas, impactando casas, comércios e serviços essenciais no entorno.

Com o fechamento de vias para o trânsito de viaturas e de veículos de emergência, o trânsito na região central registrou congestionamentos mais intensos desde a noite de sábado, exigindo ajustes de rotas por motoristas que acessam o centro pela Zona Leste ou pela área do Terminal Rodoviário Tietê. A CET ainda monitora o fluxo de veículos nas proximidades para garantir acesso prioritário às equipes de resgate.

O que vem a seguir na área sinistrada

Após o término do rescaldo contínuo, equipes técnicas da Prefeitura, da Defesa Civil e da construção civil deverão avaliar a estabilidade das estruturas atingidas, com possibilidade de demolição parcial de galerias e paredes comprometidas. A interdição de parte do terreno pode se estender por dias, dependendo do laudo estrutural.

Para os proprietários dos galpões, a perspectiva é a de readequação de processos produtivos e de investimento em novos equipamentos de segurança, com aumento provável de exigências regulatórias antes de eventual liberação de atividades. Moradores e comerciantes do entorno acompanham de perto a sequência de providências, temendo tanto a recorrência de eventos como novos prejuízos econômicos em um bairro já marcado por incêndios anteriores.

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