O ex-diretor da PRF Silvinei Vasques durante depoimento à CPMI do 8 de Janeiro.
(Imagem: Pedro França/Ag. Senado)
O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi preso no Paraguai após romper a tornozeleira eletrônica que utilizava no Brasil e tentar fugir do país. A prisão ocorreu após o monitoramento apontar a violação da medida judicial, acionando autoridades brasileiras e paraguaias.
A detenção ganhou repercussão imediata por envolver um nome central das investigações sobre a atuação da PRF durante as eleições de 2022, episódio que segue sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF).
Prisão ocorreu após violação de medida judicial
Segundo as autoridades, Silvinei Vasques estava submetido a medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Após o rompimento do dispositivo, foi identificado que ele havia deixado o território nacional sem autorização judicial.
O ex-diretor da PRF foi localizado no Paraguai, onde acabou detido antes de concluir a tentativa de fuga. A ação contou com cooperação internacional e troca de informações entre forças de segurança dos dois países.
Ligação com investigações eleitorais mantém caso em evidência
Silvinei Vasques é investigado por suposta participação em ações que teriam dificultado o deslocamento de eleitores no segundo turno das eleições presidenciais de 2022. À época, a PRF realizou operações concentradas em regiões estratégicas, o que gerou questionamentos e investigações posteriores.
O caso se tornou um dos símbolos do debate sobre o uso da máquina pública em períodos eleitorais, mantendo o nome do ex-diretor frequentemente associado às discussões sobre democracia e abuso de poder.
Possível retorno ao Brasil e desdobramentos jurídicos
Após a prisão, Silvinei Vasques permanece à disposição das autoridades paraguaias. A expectativa é que ele seja deportado ou expulso e entregue ao Brasil, onde deverá responder pelo descumprimento das medidas judiciais impostas.
Especialistas apontam que o rompimento da tornozeleira pode agravar sua situação processual, reduzindo chances de benefícios e reforçando pedidos de prisão preventiva.
Caso reacende debate sobre tornozeleiras eletrônicas
A tentativa de fuga reacendeu discussões sobre a eficácia do monitoramento eletrônico no Brasil. Embora o sistema permita rastreamento em tempo real, episódios como este levantam dúvidas sobre a capacidade de impedir evasões antes que elas ocorram.
Para analistas de segurança pública, o episódio reforça a necessidade de protocolos mais rígidos em casos considerados de alto risco jurídico e político.
O caso Silvinei Vasques segue em desenvolvimento e permanece no centro do noticiário político e judicial, com potencial de novos desdobramentos nos próximos dias.