Filipe Martins.
(Imagem: Reprodução/Facebook/Agencia Senado)
Filipe Martins, ex-assessor especial de Jair Bolsonaro, foi preso pela Polícia Federal nesta sexta-feira, 2 de janeiro, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a revogação da prisão domiciliar concedida no fim de dezembro.
Descumprimento de restrições levou à nova prisão
Três agentes da PF foram até a residência de Filipe Martins para cumprir o mandado de prisão preventiva. Horas depois, ele foi conduzido a um presídio da cidade, onde deve permanecer enquanto o caso é reavaliado pela Justiça. A decisão do STF se baseou em indícios de que o ex-assessor teria violado as condições impostas pelo regime domiciliar.
Segundo despacho de Moraes, Martins fez uma pesquisa na plataforma LinkedIn durante o período em que estava proibido de usar qualquer rede social ou ferramenta digital, o que configurou descumprimento direto das medidas cautelares.
Ligação com o governo Bolsonaro e investigações pós-eleição
Ex-integrante do governo Jair Bolsonaro, Filipe Martins é alvo de investigações relacionadas às articulações políticas que tentaram impedir a posse do presidente eleito em 2022. O ex-assessor chegou a ser condenado por participação em ações associadas à chamada “minuta golpista”, documento que previa medidas para contestar o resultado das urnas.
Mesmo diante da nova prisão, Martins nega qualquer envolvimento em atividades ilegais e afirma que não participou da elaboração ou divulgação do documento investigado.
Prisão reforça tensão em torno de aliados de Bolsonaro
A decisão de Moraes reacende a tensão entre o Supremo e aliados do ex-presidente, num momento em que figuras do antigo governo enfrentam desdobramentos judiciais por atos antidemocráticos. Na prática, a prisão de Filipe Martins sinaliza que o STF endurece o controle sobre o cumprimento das medidas cautelares de investigados ligados a Bolsonaro.
O caso deve seguir em análise nos próximos dias, com possibilidade de novos desdobramentos políticos e jurídicos em Brasília e no Paraná.