Donald Trump e Javier Milei.
(Imagem: Reprodução/Twitter X)
Presidente argentino chamou operação de "histórica" e voltou a elogiar Donald Trump por "restaurar a democracia no continente". Bombardeios em Caracas deixaram a capital em chamas e ampliam o risco de escalada militar na região.
Presidente argentino reage à captura de Maduro
O presidente da Argentina, Javier Milei, celebrou com entusiasmo a prisão de Nicolás Maduro, confirmada após uma ampla operação militar dos Estados Unidos neste sábado (3). Em publicação nas redes sociais, Milei escreveu: “A liberdade avança, viva a liberdade”, mensagem replicada em espanhol com seu bordão “Viva la libertad carajo!”.
O argentino compartilhou o anúncio da captura de Maduro em tom de comemoração e voltou a posicionar-se contra o regime venezuelano. "A liberdade está triunfando na América Latina", escreveu.
Operação americana derruba ditador e abala Caracas
A ofensiva foi confirmada pelo presidente americano Donald Trump em sua rede Truth Social, onde afirmou que o ditador venezuelano e sua esposa foram capturados e retirados do país por via aérea após bombardeios em Caracas. "Os Estados Unidos realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra o regime de Maduro", declarou o republicano, anunciando uma coletiva à imprensa às 13h no horário de Brasília.
Vídeos registrados por moradores mostram helicópteros de guerra sobrevoando a capital venezuelana durante a madrugada, com explosões em sequência que iluminaram o céu. Relatos indicam que os ataques também atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Caracas em chamas e estado de emergência nacional
Testemunhas ouvidas pela agência Reuters relataram colunas de fumaça e múltiplas detonações próximas ao Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, que abriga o Ministério da Defesa. O governo de Caracas declarou estado de emergência nacional e denunciou o que chamou de “ofensiva imperialista”.
Ainda não há confirmação sobre o número de mortos ou feridos. Moradores da zona sul da cidade relataram uma queda generalizada de energia durante as explosões, que teriam começado por volta das 2h da manhã (6h em Brasília).
US multiple helicopters over Caracas venezuela
— Red Line Report (@worldwar_3__) January 3, 2026
US invading venezuela pic.twitter.com/7SNKr3ncO2
Tensão internacional e reações políticas
A Casa Branca ainda não se pronunciou oficialmente. No entanto, poucas horas antes da ofensiva, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA havia proibido voos comerciais americanos sobre o espaço aéreo venezuelano, citando “atividade militar em andamento”.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, pediu que a ONU e a Organização dos Estados Americanos (OEA) convoquem uma reunião de emergência após os bombardeios. Petro classificou o episódio como “um ponto crítico” para a estabilidade da América do Sul.
Milei reforça discurso contra regimes autoritários
Javier Milei, um dos principais críticos do chavismo na América Latina, havia exaltado em dezembro, durante a 67ª Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu, o papel dos Estados Unidos na “libertação do povo venezuelano”. Na ocasião, ele descreveu a Venezuela como “padecendo de uma crise política, humanitária e social devastadora”.
O argentino também demonstrou apoio público à opositora María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. Segundo Milei, o reconhecimento “selou a coragem de quem enfrentou a mais brutal das ditaduras da região”.