Forças americanas realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela.
(Imagem: Reprodução/Twitter X)
Donald Trump confirmou neste sábado (3) que os Estados Unidos realizaram um ataque em larga escala contra a Venezuela e que o presidente Nicolás Maduro foi capturado e levado para fora do país, em uma operação que ele descreve como bem-sucedida e feita em conjunto com forças de segurança americanas. Na prática, o anúncio abre uma nova fase de tensão militar e política na América do Sul, com impacto direto sobre a estabilidade regional, o preço dos combustíveis e a segurança na fronteira norte do Brasil, especialmente para estados como Roraima e toda a faixa amazônica.
O que Trump disse e como foi a operação
Em publicação na plataforma Truth Social, Trump afirmou que os EUA “realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela” e que Maduro e a esposa foram “capturados e levados para fora do país”, em uma ação conduzida em conjunto com agências de segurança norte-americanas. Veículos como BBC, CNN e CBS relatam que a operação envolveu bombardeios a alvos militares em Caracas e outras regiões e o uso de forças especiais de elite, como a Delta Force, responsáveis pela captura do presidente venezuelano nas primeiras horas da madrugada.
Explosões em Caracas e clima de guerra
Relatos de agências internacionais apontam que ao menos várias explosões foram ouvidas em Caracas durante a madrugada, acompanhadas por sirenes, sobrevoo de aeronaves em baixa altitude e registros de quedas de energia em diferentes bairros da capital venezuelana. O governo da Venezuela classificou o ataque como “agressão imperialista”, decretou estado de emergência e exigiu provas de vida de Maduro e de sua esposa, alimentando a sensação de crise aberta e imprevisível no país vizinho ao Brasil.
US multiple helicopters over Caracas venezuela
— Red Line Report (@worldwar_3__) January 3, 2026
US invading venezuela pic.twitter.com/7SNKr3ncO2
Reação internacional e risco de escalada
Governos e organismos internacionais reagiram com preocupação, vendo o ataque como uma escalada sem precedentes da pressão de Trump contra o regime de Maduro, que já vinha sendo alvo de sanções econômicas e de operações militares no Caribe nos últimos meses. Especialistas em relações internacionais alertam que a captura de um chefe de Estado em operação estrangeira tende a aprofundar divisões geopolíticas, com países alinhados a Caracas falando em violação de soberania e aliados de Washington defendendo a ação como combate ao narcotráfico e a um governo considerado ilegítimo.
Por que isso importa para o Brasil agora
O impacto é direto: uma crise dessa magnitude tende a pressionar fluxos migratórios, mexer com a segurança de fronteira e influenciar decisões diplomáticas de Brasília, que terá de se posicionar entre condenar o ataque ou endossar, ainda que indiretamente, a derrubada de Maduro. No bolso, a expectativa é de volatilidade no preço do petróleo e dos combustíveis, já que a Venezuela tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo e qualquer instabilidade militar costuma se refletir rapidamente na bomba e no frete de mercadorias pelo país.